Siguimos com nosso Banqueiro, agora e ainda, afinando nosso espetáculo diante do público e experimentando diferentes espaços. Desta vez estaremos por oito dias, em Maio, no Teatro Café Pequeno. À partir do dia 03/05 - Sempre as Sextas, Sabados e Domingos as 20:30h - até o dia 19/05.
Teatro Café Pequeno
Avenida Ataulfo de Paiva, 269
Leblon - Telefone(s): (21) 2294-4480
Sextas Sábado e Domingos - as 20:30
Ingresso:
40,00 inteira
20,00 Meia
15,00 Amigo
Divulgue nossa peça no facebook e ganhe 50% de desconto - seja nosso amigo, divulgando com gosto e pague apenas 15,00.
(para garantir seu desconto, mande uma mensagem para Fernando Lopes Lima)
I know not what tomorrow will bring.
domingo, 14 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Ficha técnica:
Direção: Fernando Lopes Lima
Atores: Peter Boos, José Karini e Rafael Mannheimer
Iluminção: Aurelio de Simoni
Cenário: Marcos Saboya
Figurino: Kassandra Speltri
Direção Músical: Leonardo de Castro
Direção de produção: Fernando Lopes Lima
Nosso blog vai mudar de rosto.
Estreamos, foram três dias de puro prazer. Foram tanto meses de ensaio que estavamos radiantes com a estreia, seguro e felizes como deve ser feito o bom e velho teatro. Obrigado a todos que nos apoiaram. A partir de agora nosso ilustre e desconhecido blog vai mudar de processo para temporadas, Aqui farei relatos sobre a temporada no Midrash, participação em festivais e viagens. Também faremos promoções e divulgações. Fiquem atentos amigos. Sempre terá aqui uma novidade, um relato ou e informações sobre nosso querido banqueiro. O banqueiro anarquista. Abraços
sexta-feira, 29 de março de 2013
O Banqueiro por Edvard Vasconcellos
- Meu amigo, eu já lho disse, já lho provei, e agora repito-lho... A diferença é só esta:
eles são anarquistas só teóricos, eu sou teórico e prático; eles são anarquistas
místicos, e eu científico; eles são anarquistas que se agacham, eu sou um anarquista
que combate e liberta... Em uma palavra: eles são pseudo-anarquistas, e eu sou
anarquista.
E levantamos-nos da mesa.
O "Banqueiro anarquista", em cartaz no Teatro Serrador é um conto, com ares de filosofia com estrutura estática platônica, escrita pelo gênio da literatura portuguesa Fernando Pessoa, transposto para o teatro com grande habilidade pelo Fernando Lopes Lima, o Fernandão. Uma grande ironia do Pessoa, que cria um diálogo situado em um ambiente desembaraçado num destes clubes tradicionais, costumeiramente alheios aos debates intelectuais ou políticos. Depois de um jantar, um banqueiro rico emaranha, com o seu raciocínio complexo e paradoxal, um ingênuo e servil interlocutor. A partir daí, o que se vê é uma lição iconoclasta e de extrema ironia sobre o que este banqueiro julga ser o verdadeiro anarquismo, do qual se declara inventor e partidário fervoroso. A peça é ótima, José Karine, tem um domínio meticuloso das palavras, controlando a ironia, o humor, conduzindo o público com maestria. Peter Boos e Raphael Manheimer, o seguem de perto com registros bem diferentes. O cenário, a luz, a trilha e a duração seguem o tom equilibrado que a direção imprimiu. O Banqueiro Anarquista é um tratado didático sobre filosofia política, disfarçado de teatro, habilmente dirigido. Merecemos vê-la em cartaz por mais tempo.
eles são anarquistas só teóricos, eu sou teórico e prático; eles são anarquistas
místicos, e eu científico; eles são anarquistas que se agacham, eu sou um anarquista
que combate e liberta... Em uma palavra: eles são pseudo-anarquistas, e eu sou
anarquista.
E levantamos-nos da mesa.
O "Banqueiro anarquista", em cartaz no Teatro Serrador é um conto, com ares de filosofia com estrutura estática platônica, escrita pelo gênio da literatura portuguesa Fernando Pessoa, transposto para o teatro com grande habilidade pelo Fernando Lopes Lima, o Fernandão. Uma grande ironia do Pessoa, que cria um diálogo situado em um ambiente desembaraçado num destes clubes tradicionais, costumeiramente alheios aos debates intelectuais ou políticos. Depois de um jantar, um banqueiro rico emaranha, com o seu raciocínio complexo e paradoxal, um ingênuo e servil interlocutor. A partir daí, o que se vê é uma lição iconoclasta e de extrema ironia sobre o que este banqueiro julga ser o verdadeiro anarquismo, do qual se declara inventor e partidário fervoroso. A peça é ótima, José Karine, tem um domínio meticuloso das palavras, controlando a ironia, o humor, conduzindo o público com maestria. Peter Boos e Raphael Manheimer, o seguem de perto com registros bem diferentes. O cenário, a luz, a trilha e a duração seguem o tom equilibrado que a direção imprimiu. O Banqueiro Anarquista é um tratado didático sobre filosofia política, disfarçado de teatro, habilmente dirigido. Merecemos vê-la em cartaz por mais tempo.
terça-feira, 26 de março de 2013
Por Rafael Tom Luz - no Facebook
Pensei em indicar as próximas encenações
de "O banqueiro anarquista" – em cartaz somente hoje e amanhã (26 e 27 de
março), às 19 horas no Teatro Serrador – aos que estão estudando Literatura
portuguesa moderna neste semestre, porém correria o risco de estar dando uma
ótima sugestão àqueles que não gostam muito de ler, mas ainda assim cursam as
faculdades de Letras. Outro grande problema nesse pen...samento é que o
espetáculo, na verdade, deve ser indicado para todos (e, prioritariamente, a
todos os que amam o teatro), pois é a grande oportunidade para ver o conto de Fernando Pessoa ganhar vida e dar várias lições de
vida. O heterônimo Alberto Caeiro (Peter Boos) aparece para apresentar seu amigo banqueiro (José Karini),
“grande comerciante e açambarcador notável”, um homem de sensível tenacidade,
capaz de esmiuçar a reflexão através de muitos argumentos, um prodígio da antiga
escola retórica. Nesse momento, você, se estiver na plateia, também será
convidado a tomar parte nessa genial conversação de Fernando Pessoa consigo
mesmo.
Não estou menosprezando a grande capacidade imaginativa do ser humano, porém dificilmente você fará uma leitura tão aprimorada quanto a que está sendo encenada lá. A atuação de José Karini consegue ultrapassar o impecável, dá uma verdadeira aula de como se lê (e se vê) o banqueiro anarquista. Por um lado, mostra-se exemplar aluno da criação dramática de Fernando Lopes Lima, que (como se não bastasse sua longa pesquisa e paixão pela história) foi auxiliado pelas análises teóricas de Guto Beluco e Filipe Ceppas; por outro, José Karini exibe toda sua maturidade artística na composição do banqueiro, qualidade imprescindível para o personagem, com todo o fôlego e pausas necessários para conduzir a complexa argumentação de como este banqueiro é mais anarquista do que os “do tipo dos sindicatos e das bombas”.
Se você for alguém suficientemente humilde, talvez tenha certo medo (e prudência) de ter de enfrentar o astuto banqueiro anarquista numa conversação. Isso é bastante prudente, mas você pode ficar mais do que tranquilo, pois Peter Boos estará lá para encarnar o narrador-mediador do conto, de modo que todos ficarão bem à vontade para se deliciarem com a conversa informal regada a vinho. Talvez você, se for uma pessoa tão chata quanto eu, ficará se questionando o porquê da escolha de Alberto Caeiro para nortear o personagem-narrador (já que ele morreu em 1915, e o conto é de 1922), porém basta você olhar para a atuação de Rafael Mannheimer, ao fundo, e você irá entender que, da mesma forma como Caeiro morreu, poderia ressucitar. Assim como o personagem de Mannheimer é ao mesmo tempo Álvaro de Campos e Fernando Pessoa, os outros dois também o são.
Não estou menosprezando a grande capacidade imaginativa do ser humano, porém dificilmente você fará uma leitura tão aprimorada quanto a que está sendo encenada lá. A atuação de José Karini consegue ultrapassar o impecável, dá uma verdadeira aula de como se lê (e se vê) o banqueiro anarquista. Por um lado, mostra-se exemplar aluno da criação dramática de Fernando Lopes Lima, que (como se não bastasse sua longa pesquisa e paixão pela história) foi auxiliado pelas análises teóricas de Guto Beluco e Filipe Ceppas; por outro, José Karini exibe toda sua maturidade artística na composição do banqueiro, qualidade imprescindível para o personagem, com todo o fôlego e pausas necessários para conduzir a complexa argumentação de como este banqueiro é mais anarquista do que os “do tipo dos sindicatos e das bombas”.
Se você for alguém suficientemente humilde, talvez tenha certo medo (e prudência) de ter de enfrentar o astuto banqueiro anarquista numa conversação. Isso é bastante prudente, mas você pode ficar mais do que tranquilo, pois Peter Boos estará lá para encarnar o narrador-mediador do conto, de modo que todos ficarão bem à vontade para se deliciarem com a conversa informal regada a vinho. Talvez você, se for uma pessoa tão chata quanto eu, ficará se questionando o porquê da escolha de Alberto Caeiro para nortear o personagem-narrador (já que ele morreu em 1915, e o conto é de 1922), porém basta você olhar para a atuação de Rafael Mannheimer, ao fundo, e você irá entender que, da mesma forma como Caeiro morreu, poderia ressucitar. Assim como o personagem de Mannheimer é ao mesmo tempo Álvaro de Campos e Fernando Pessoa, os outros dois também o são.
Além disso, a fruição teatral é da mais alta qualidade e
refinamento. Várias mãos invisíveis passam pelo espetáculo, mãos que
proporcionarão à sua ida ao Teatro Serrador uma vivência tanto ou mais
proveitosa do que a leitura do texto, uma experiência filosófica, dramática e
recheada de ironias que somente grandes momentos de reflexão são capazes de
oferecer. A iluminação de Aurelio de Simoni, mais uma vez marcante pela maestria
de composições com texturas de branco e sombra, aguça toda a potencialidade da
peça. A inusitada criação de Marcos Saboya no cenário (feito em conjunto com Thais
Zilberberg), é uma pequena instalação chamada "127 Pessoas" e, de certo modo,
também é uma pequena amostra de sua criação aMAZEme, que representou o Brasil em
Londres no ano passado, mas um pequeno gigante, uma concepção precisa ao
espetáculo. Fernando Lopes Lima consegue fazer com que a Sala Brigitte Blair
fale com o espectador e o espetáculo. A encenação de “O banqueiro anarquista” é
uma escandalosa evidência da profunda intimidade do dramaturgo com sua
residência artística.
Imagino que, num breve futuro, as pessoas irão abrir seus ebooks para ler esse conto e haverá as opções para ouvi-lo em audiobook e a de ver a peça. Porém, se você não quiser esperar até lá, é melhor ir conferir pessoalmente.
Imagino que, num breve futuro, as pessoas irão abrir seus ebooks para ler esse conto e haverá as opções para ouvi-lo em audiobook e a de ver a peça. Porém, se você não quiser esperar até lá, é melhor ir conferir pessoalmente.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Against Me! - Baby I'm An Anarchist
Tradução:
Baby, Eu Sou Um Anarquista
Através dos melhores momentos,
Através dos piores momentos,
Através de Nixon e de Bush,
Você lembra de 1936?
Quando seguimos nossos caminhos separados.
Você lutou por Stalin
Eu lutei por liberdade
Você acreditava na autoridade
Eu acreditava em mim mesmo
Eu era um coquetel Molotov
Você era Dom Perignon
Baby, o que é esse olhar tão confuso em seus olhos?
O que estou tentando dizer é que
Eu queimava edificios
Enquanto você Sentava em uma prateleira dentro deles
Você avisava a policia
Sobre os saqueadores e os atiradores de tortas
Eles chamam isso de guerra de classes
Eu chamo de conspiradores
Porque Baby, eu sou um anarquista,
Você é uma covarde liberal
Nós marchamos juntos pela jornada de 8 horas
E de mãos dadas pelas ruas de Seattle
Mas quando chegou a hora de jogar tijolos
Nas janelas da Starbucks
Você me deixou sozinho
Você olhava com admiração o vermelho,
O branco e o azul do 4 de julho
Enquanto os fogos de artificio explodiam
Eu estava ficando louco
E amarrando minha bandeira negra no alto
Comendo os amendoins
Que as partes tinham jogado em você
No banco de trás do novo Ford de seu pai
Você acredita na votação
Acredita na reforma
Você tem fé no elefante e no jackass,
E para você,solidariedade é uma palavra de quatro letras
Todos somos hipocritas,
Mas você é uma patriota
Você achou que eu estava brincando
Quando eu gritava "kill Whitey!"
Com todos os meus pulmões
Aos policias em seus carros
E aos homens de terno
Não, eu não vou pegar sua mão
E casar com o estado
Porque Baby, eu sou um anarquista,
Você é uma covarde liberal
Nós marchamos juntos pela jornada de 8 horas
E de mãos dadas pelas ruas de Seattle
Mas quando chegou a hora de jogar tijolos
Nas janelas da Starbucks
Você me deixou sozinho
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